«Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?»
Hoje a mãe leu-me esta citação...O que é o amor? Alguém me explica?
Coisas tão complicadas de que vocês falam aí fora...
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Amamos, num sentido mais primário, por egoísmo. Porque esperamos ser amados de volta. Não tem isto que desvirtuar o amor, de forma alguma. Porque entretanto, somos cada vez mais humanos. Podemos ter actos de amor para com alguém desconhecido que nunca mais vamos voltar a ver. Enfim, é algo que sabe bem, que nos reforça o ego num sentido positivo se percebermos o que estamos a fazer e chamarmos os nomes certos às coisas. Amar é desejar para outra pessoa a melhor qualidade de vida. É pensar na outra pessoa antes de nós. É o amor que é capaz de fazer algo que deixa a outra pessoa chateada connosco, mas que é melhor para a outra pessoa. É diferente da paixão. Enquanto o amor é imensamente altruísta, com efeito secundário "egoísta", a paixão, que pode ser vista como um "gostar imenso imenso", é egoísta. Egoísta, porque trata-se da nossa reacção à outra pessoa, e ao que desejamos que ela seja, que ela nos dê, que ela se comporte, etc. etc... e se até certo ponto é agradável para a nossa auto-estima saber que alguém está apaixonado por nós, é importante notar que não é assim tão difícil chegar à paixão repugnante. Qualquer paixão não correspondida que se mantenha persistente, é repugnante. Amor não correspondido não é repugnante. Pode nem ser notado. Dependendo do caso, pode simplesmente significar deixar a outra pessoa em paz, por muito apaixonados que estejamos. É o paradoxo entre o amor e a paixão, que se aplica às relações entre casais e também às relações entre pais e filhos. Estragar uma criança com mimos não é amor, é paixão. Amor é reflectir no que é que é realmente o melhor para a outra pessoa. E ter a coragem de fazer isso. E quanto à paixão, por egoísta que ela seja, ela é fantástica. Quando é mútua. Porque é uma espiral em harmonia, uma dança sem esforço. E li há dias um artigo que dizia que a paixão não tem que acabar, nos relacionamentos amorosos. Quando as condições certas se reúnem, a febre inicial da paixão torna-se em romance, um estado de longo-prazo que é algo como uma paixão serena e madura. Portanto, Mariana, só boas notícias. Podes ter medo, que todos temos. Mas faz na mesma aquilo que te mete medo. E nunca por um momento penses que as coisas mais belas da vida são falsas e superficiais. Porque elas são verdadeiras e profundas, e estão em harmonia com o nosso maior propósito, que é sermos felizes, até mesmo e porque não?, eufóricos. É este o potencial da vida. Bem vinda.
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